Dia desses me passou dentre rotina do cotidiano, a palavra utopia, que simplesmente me fez arremeter pela qual passei. Posso dizer-lhe com propriedade que essa "idealização" ou talvez "ilusão" a que passamos, difere-se entre cada indivíduo. Tudo se resume na simples imaginação, na criação, de um mundo extinto e/ou irreal, mas sempre com diferenças. Minha utopia aproxima-se do sentimento tão perpétuo e presente do homem, o sentimento que brota na junção entre dois seres dependentes. O amor, que vem da alma mas que flora no ser, no físico. Causando sensações efêmeras, irreais, transparentes, ao mesmo tempo assolando o mesmo ser. Esse sentimento, quando perceptível, ativa a utopia, e o pensamento trata de criar o que seria agradável para si mesmo, ou seja, uma situação não correspondida. Pois o ser busca de todas as formas ou tenta em todas as formas existentes, comutar-se da realidade lúgubre. Agora esclareça ao irracional que tudo isso é somente uma forma de "fuga-da-realidade", para que ele não queira transformar o irreal em real contra a arbítrio do proximo. Todavia, não fuja desse mundo utópico, ele é um direito, uma sensação e é passageiro.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Sensações efêmeras
Antes, vou esclarecer o fato de que não vou citar pluralmente sensação, apenas uma única sensação... Dizem que efêmero é tudo aquilo que dura um dia, especificamente. Porém, esqueceram-lhe de dizer que o que é efêmero pode variar, digo, pode haver um contexto cronológico menor ou maior. Devidamente, deixarei que a clareza fique com o final, pois assim somente, vocês buscaram a coesão em maior expansão. Involuntariamente essa sensação está relacionada a um erro ou melhor, ela é mais erro do que sensação propriamente dito. Diferente de amor, de paixão, de todas as coisas boas, assemelha-se a traição. Essa sensação é efêmera, porém contínua, surge de tempos em tempos e sem distinção. Foi de tempos em tempos que se passaram anos e hoje ela faz parte de semanas, de meses, do dia a dia, já não perco tempo optando por derrubá-la e recontinuar a trajetória de desfragmentá-la é retroceder. Vi que é bem melhor optar pela obscuridade plena, mas efêmera, de tempos em tempos.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Ó espírito meu, onde estais?
Onde encontram-se os espíritos foraz que deixaram marca na História, mas que com o tempo se perderam e não voltaram mais. Onde vamos parar? Onde vamos nos expressar? Como vamos nos rebelar? Ah espírito, que falta fazes, que saudade nos deixou. A herança que nos deixou expressa-se atrás da corrupção, avassaladora, em que passamos. Você espírito, é quem devia se esconder atrás de nós. Nós, que buscamos o desenvolvimento e harmonia de todos. Volte para suas dependências a que fez parte, volte para nós, e vamos deixar mais um marco na História e derrubar quem nos impedir de expressarmos. Cadê você espírito, que sumiu com o tempo, com o vento, e que não deixou nenhuma pista ou sombra de existência. Cadê você espirito de protesto.
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terça-feira, 27 de março de 2012
Identificação literária
Desde criança que tive a tendência para criar em meu torno um mundo
fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. (Não
sei, bem entendido, se realmente não existiram, ou se sou eu que não
existo. Nestas coisas, como em todas, não devemos ser dogmáticos.) Desde
que me conheço como sendo aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar
mentalmente, em figura, movimentos, caráter e história, várias figuras
irreais que eram para mim tão visíveis e minhas como as coisas daquilo a
que chamamos, porventura abusivamente, a vida real.
(Fernando Pessoa em
carta a seu amigo Adolfo Casais Monteiro)
terça-feira, 20 de março de 2012
Estou construindo minha própria ruína
Hesito-me pela sombra do erro. Minha consciência é momentânea, meus erros são permanentes, o que me resta é desfalcar o que há de acontecer. Minha história se constrói com o passar do tempo e o que passou é uma experiência de que não aprendi a deixar o erro com o passado. Uma saída seria recomeçar, mas como, se ainda faço de minha atitude erros irreparavéis. Dentro de mim há varios "eu", uma hora consciente, outra, errante. Deparo-me com o vicío que tenho de continuar com as mesmas atitudes. Recomeçar, seria uma saída. Mas longe de mim querer recomeçar se continuo me lamentando do que é perceptível: não deixo o erro no passado. Tento me ajudar, nas horas em que o prazer se foi, na hora em que percebo o erro. Resta-me diluir com o tempo, pois só o futuro dirá o que estou construindo. Minhas ruínas ainda não se desfizeram. Essa ainda é percebida dentre a consciência. E a consciência? Essa não é desfragmentada.
sábado, 10 de março de 2012
Tendências, não tê-las
Minhas tendências se diferenciam, escondidas, na sombra dos erros. Há quem diga que louco são os que não se remetem à psicanálise, que tem como interesse desfragmentar as tendências. Outrora, as coisas eram mais simples, a importância era inexistente e ainda mais o que dizer da "preocupação"? Inalcançada? A essência do tempo é trazer mudanças, neste momento esquecemos da "importância" e "preocupação" que paira pelos pensamentos preocupados. Tendências podem se extiguirem passageiras, elas passam, mas voltam. E isso é consequência dos que não se rementem à psicanálise. Passar, mudar, errar, são tendências, controle-as.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Tempestade Emocional
Estou compactando toda essa má fase numa "Tempestade Emocional" que também se dá título a música de Marcelo Jeneci. Estou desfragmentado pelo o acaso, a que me trouxe a esse estado tão longo e momentâneo. Não é preciso citar com mais clareza os acontecimentos atribuidos a essa utilização, apenas necessito desnecessitar daquilo que está em falta. Esse sacríficio é penoso, mas necessário. Todas as tentativas me levam ao "sempre", que sempre tão solitário esteve. A realidade a que me compacto está longe de ser normal e não foge do extinto da necessidade. Sempre foi ontem, é hoje e depois [...], mas não basta dizer: "Basta!" tudo se configura no sofrimento. E ele acarreta as mais variadas consequências, ao qual são difíceis de seram desfragmentadas.
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Sentidos
Em meio a tantas contradições, tanta espera, tanta preocupação, despejei palavras ao ar como de costume. Sorte a minha é poder sentir sua confiança, sou conselheiro de mim mesmo, e sei que meus desequilíbrios não passam de charminho momentâneo. Não sei qual o sentido de cada acontecimento. O sentimento de cansaço só demonstra o quão busco sua presença ao meu lado. É eu não sei o que é de importância em minha vida, não vivo um script a qual poderia seguir, estou exposto a mudanças. São inscontâncias que apelam ao meu frágil pensamento. Disseram-me que aquele que pensa não sofre, só esqueceram de dizer aos que ainda sofrem. Comigo há consciência, mas nunca houve extinção de sofrimento. Ele vive e me acompanha desde sempre, enquanto os sentidos? Buscá-los-ei.
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
[VIDEO] Roberta Sá - Cicatrizes
Hoje quero apenas expor clareza de que não sou e nunca fui de buscar contextualizar todo conteudo de meus textos com o que a maioria dos blogs seguem: um sistema de utilização de imagens e vídeos. Consequentemente estou fazendo dessa a minha ação para fins psicológicos, afim de demonstrar o que a música/vídeo citados quer transparecer. Sinta a música, não acompanhe cantando, deixa a voz fluir em seu pensamento, crie expectativas a partir, acho que estou pedindo uma coisa normal.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Renovações
Bom, talvez esse seja um refúgio da humanidade em busca da seguridade harmônica (de harmonia). As renovações extintas no percorrer de um tempo surgem pela positividade de um tempo melhor. Sempre tento transcrever minhas ideias através da estrutura "script" da minha mente, a de escrever sempre em "nós". Refúgio simplesmente se resume na recorrência de uma permanência de uma sensação, em especial, humana. Com maior clareza, as transições de um ano para outro está relacionado na melhoria e conquistas ao ano que se sucede. O passar do tempo trazem-nos mudanças intelectuais e fisícas, repetir o baseamento dessas mudanças seria repetir o que digo desde o começo do texto, busque a compreensão. Dentre as mudanças só quero ressaltar a seriedade de um BOM ANO!
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