terça-feira, 27 de março de 2012

Identificação literária

Desde criança que tive a tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. (Não sei, bem entendido, se realmente não existiram, ou se sou eu que não existo. Nestas coisas, como em todas, não devemos ser dogmáticos.) Desde que me conheço como sendo aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente, em figura, movimentos, caráter e história, várias figuras irreais que eram para mim tão visíveis e minhas como as coisas daquilo a que chamamos, porventura abusivamente, a vida real.
(Fernando Pessoa em carta a seu amigo Adolfo Casais Monteiro)

terça-feira, 20 de março de 2012

Estou construindo minha própria ruína

Hesito-me pela sombra do erro. Minha consciência é momentânea, meus erros são permanentes, o que me resta é desfalcar o que há de acontecer. Minha história se constrói com o passar do tempo e o que passou é uma experiência de que não aprendi a deixar o erro com o passado. Uma saída seria recomeçar, mas como, se ainda faço de minha atitude erros irreparavéis. Dentro de mim há varios "eu", uma hora consciente, outra, errante. Deparo-me com o vicío que tenho de continuar com as mesmas atitudes. Recomeçar, seria uma saída. Mas longe de mim querer recomeçar se continuo me lamentando do que é perceptível: não deixo o erro no passado. Tento me ajudar, nas horas em que o prazer se foi, na hora em que percebo o erro. Resta-me diluir com o tempo, pois só o futuro dirá o que estou construindo. Minhas ruínas ainda não se desfizeram. Essa ainda é percebida dentre a consciência. E a consciência? Essa não é desfragmentada.

sábado, 10 de março de 2012

Tendências, não tê-las

Minhas tendências se diferenciam, escondidas, na sombra dos erros. Há quem diga que louco são os que não se remetem à psicanálise, que tem como interesse desfragmentar as tendências. Outrora, as coisas eram mais simples, a importância era inexistente e ainda mais o que dizer da "preocupação"? Inalcançada? A essência do tempo é trazer mudanças, neste momento esquecemos da "importância" e "preocupação" que paira pelos pensamentos preocupados. Tendências podem se extiguirem passageiras, elas passam, mas voltam. E isso é consequência dos que não se rementem à psicanálise. Passar, mudar, errar, são tendências, controle-as.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tempestade Emocional

Estou compactando toda essa má fase numa "Tempestade Emocional" que também se dá título a música de Marcelo Jeneci. Estou desfragmentado pelo o acaso, a que me trouxe a esse estado tão longo e momentâneo. Não é preciso citar com mais clareza os acontecimentos atribuidos a essa utilização, apenas necessito desnecessitar daquilo que está em falta. Esse sacríficio é penoso, mas necessário. Todas as tentativas me levam ao "sempre", que sempre tão solitário esteve. A realidade a que me compacto está longe de ser normal e não foge do extinto da necessidade. Sempre foi ontem, é hoje e depois [...], mas não basta dizer: "Basta!" tudo se configura no sofrimento. E ele acarreta as mais variadas consequências, ao qual são difíceis de seram desfragmentadas.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sentidos

Em meio a tantas contradições, tanta espera, tanta preocupação, despejei palavras ao ar como de costume. Sorte a minha é poder sentir sua confiança, sou conselheiro de mim mesmo, e sei que meus desequilíbrios não passam de charminho momentâneo. Não sei qual o sentido de cada acontecimento. O sentimento de cansaço só demonstra o quão busco sua presença ao meu lado. É eu não sei o que é de importância em minha vida, não vivo um script a qual poderia seguir, estou exposto a mudanças. São inscontâncias que apelam ao meu frágil pensamento. Disseram-me que aquele que pensa não sofre, só esqueceram de dizer aos que ainda sofrem. Comigo há consciência, mas nunca houve extinção de sofrimento. Ele vive e me acompanha desde sempre, enquanto os sentidos? Buscá-los-ei.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

[VIDEO] Roberta Sá - Cicatrizes




Hoje quero apenas expor clareza de que não sou e nunca fui de buscar contextualizar todo conteudo de meus textos com o que a maioria dos blogs seguem: um sistema de utilização de imagens e vídeos. Consequentemente estou fazendo dessa a minha ação para fins psicológicos, afim de demonstrar o que a música/vídeo citados quer transparecer. Sinta a música, não acompanhe cantando, deixa a voz fluir em seu pensamento, crie expectativas a partir, acho que estou pedindo uma coisa normal.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Renovações

Bom, talvez esse seja um refúgio da humanidade em busca da seguridade harmônica (de harmonia). As renovações extintas no percorrer de um tempo surgem pela positividade de um tempo melhor. Sempre tento transcrever minhas ideias através da estrutura "script" da minha mente, a de escrever sempre em "nós". Refúgio simplesmente se resume na recorrência de uma permanência de uma sensação, em especial, humana. Com maior clareza, as transições de um ano para outro está relacionado na melhoria e conquistas ao ano que se sucede. O passar do tempo trazem-nos mudanças intelectuais e fisícas, repetir o baseamento dessas mudanças seria repetir o que digo desde o começo do texto, busque a compreensão. Dentre as mudanças só quero ressaltar a seriedade de um BOM ANO!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Significados

Ventania na calçada, folhas voando, um vazio sustentado por uma ausência. Fico a olhar os fenômenos sem data pra voltar. Sei que há muita história pra contar. Árvores espalham suas folhas pelo o vento e demonstra a luta pela permanência das folhas. Ganham cores os símbolos clássicos, os que viveram e viverão. Passa-me uma vida inteira a dividir todos os cômodos com um indivíduo, e os acontecimentos desta distribuição se relacionam com a calçada, com as folhas, com as árvores. E a mim mesmo resta a esperança contínua desses pequenos acontecimentos que me levam a sonhos distinto, que voltam-se.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

E então acaba a seriedade

Consequentemente: quando acontecimentos inesperados surgem, talvez, de livre e espontânea vontade ou por motivos dependentes. Mas antes convém-me deixar a seriedade de lado... tudo que quero transcrever são os pequenos acontecementos que no fim acaba com a seriedade e a mesmisse de sempre e que para alguns pode até trazer maiores frutos. Positivamente isso é uma consequência. Porém para o que pratica a ação não é propiciado a mesma sensação que houve sobre o que sofreu a ação. Bom, sitenticamente nada além de um acontecimento explica o que quero dizer. Não, não quero explicar nada, como vem sendo, quero só citar: para não haver esquecimento. Ou seja,
"Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia a dia, pelo amor de Deus, seja idiota!" Arnaldo Jabour

domingo, 4 de dezembro de 2011

À espera do fim de uma espera

Como toda droga: causa-me dependência. Vivo num estado "vegetativo" ou melhor extingue-se numa espera inacabável. O Futuro, é por ele quem espero. Se resume apenas em mudanças, que provocará o surgimento do que esperado, obviamente. Mas é mais claro dizer-te: minha espera perdura por inefáveis tempos. Outrora pensei ser consequentemente rápida, sem conhecimento do que viria e então com a expansão de tempo fui pensando no seu fim, que simplesmente não ocorreu e então resta-me esperar pelo seu fim.
 

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